Mailchimp vs Brevo (antiga Sendinblue) são duas das plataformas de e-mail marketing mais citadas por pequenas e médias empresas. Ambas prometem campanhas bonitas, automação e relatórios — mas seguem filosofias de preço e produto bem diferentes. Escolher errado significa pagar caro por recursos que você não usa, ou ficar sem funcionalidades essenciais no meio de uma campanha. Este comparativo coloca as duas lado a lado, com forças e fraquezas, para você decidir com base no seu cenário.
Visão Geral das Duas Plataformas
O Mailchimp é provavelmente o nome mais conhecido do setor. Nasceu focado em e-mail marketing e evoluiu para uma plataforma de marketing mais ampla, com páginas de captura, automações e até recursos de CRM leve. Sua marca é forte, a interface é polida e o ecossistema de integrações é enorme. O preço, historicamente, cresce conforme o tamanho da sua lista de contatos.
O Brevo seguiu outro caminho. Além de e-mail marketing, incorporou SMS, WhatsApp, chat e um CRM, posicionando-se como uma central de relacionamento mais completa. Seu grande diferencial está no modelo de cobrança: em vez de cobrar pelo tamanho da lista, cobra pelo volume de e-mails enviados. Isso muda completamente a conta para quem tem listas grandes mas envia com moderação.
Modelo de Preço: a Diferença Que Mais Pesa
Aqui mora a distinção mais importante entre as duas. O Mailchimp cobra com base no número de contatos da sua lista. Quanto mais contatos, mais caro — independentemente de quantos e-mails você dispara. Para quem acumula contatos ao longo do tempo, o custo sobe de forma constante.
O Brevo cobra pelo número de e-mails enviados, não pelo tamanho da lista. Se você tem uma base grande mas envia campanhas pontuais, esse modelo tende a sair muito mais barato. Por outro lado, se você dispara altíssimos volumes para uma lista pequena, a lógica pode se inverter.
Ambos têm planos gratuitos com limites. Os valores e tetos são revisados com frequência, então confirme os números atuais nos sites oficiais antes de fechar — a regra de ouro aqui é simular a sua própria conta: pegue o tamanho real da sua lista e a frequência real de envio e compare o custo nas duas. A resposta muda de empresa para empresa.
Facilidade de Uso
O Mailchimp tem vantagem na primeira impressão. A interface é considerada uma das mais amigáveis do mercado, o editor de e-mails é intuitivo e a experiência de onboarding é polida. Para quem nunca fez e-mail marketing, começar no Mailchimp costuma ser tranquilo.
O Brevo também é acessível, mas sua amplitude — e-mail, SMS, WhatsApp, CRM — torna a interface um pouco mais densa. Em compensação, essa mesma amplitude significa que você não precisa de várias ferramentas separadas. Para um iniciante que quer só disparar newsletter, o Mailchimp pode parecer mais simples; para quem quer centralizar canais, o Brevo entrega mais em um lugar só.
Automação e Recursos
Ambas oferecem automação de fluxos: e-mails de boas-vindas, carrinho abandonado, sequências de nutrição. O Mailchimp tem automações sólidas e um ecossistema de integrações vastíssimo, o que ajuda quando você precisa conectar a plataforma a lojas, formulários e outras ferramentas.
O Brevo brilha na comunicação multicanal. Poder combinar e-mail, SMS e WhatsApp em um mesmo fluxo é um diferencial real para o mercado brasileiro, onde o WhatsApp é central. O CRM embutido também ajuda equipes que querem unir marketing e vendas sem contratar outra ferramenta. Em automações mais avançadas, o Brevo costuma liberar recursos em planos mais acessíveis do que o Mailchimp.
Entregabilidade e Relatórios
Entregabilidade — a taxa com que seus e-mails chegam à caixa de entrada e não ao spam — depende mais das boas práticas do remetente (lista limpa, autenticação de domínio, conteúdo relevante) do que da plataforma em si. Tanto Mailchimp quanto Brevo têm infraestrutura madura e boa reputação de envio quando usadas corretamente.
Nos relatórios, ambas entregam o essencial: taxa de abertura, cliques, descadastros e desempenho por campanha. O Mailchimp tende a apresentar dashboards mais visuais e refinados; o Brevo cobre bem o necessário e adiciona métricas dos outros canais. Para a maioria das PMEs, as duas dão visibilidade suficiente para otimizar campanhas.
Forças e Fraquezas Resumidas
O Mailchimp se destaca por interface polida, marca consolidada, editor intuitivo e ecossistema gigante de integrações. Sua principal fraqueza é o modelo de preço por contatos, que penaliza listas grandes, e o custo que escala rápido conforme você cresce.
O Brevo se destaca pelo preço por envio (vantajoso para listas grandes com envio moderado), pela comunicação multicanal com WhatsApp e SMS e pelo CRM embutido. Suas fraquezas são uma interface um pouco mais densa pela amplitude de recursos e uma marca menos reconhecida no Brasil, embora venha crescendo.
Veredito: Qual Escolher
Não existe vencedor absoluto — existe o vencedor para o seu caso. Escolha o Mailchimp se você valoriza a interface mais amigável do mercado, tem lista relativamente enxuta, depende de muitas integrações e quer a experiência mais polida possível para começar. É uma escolha segura para quem prioriza simplicidade e marca consolidada.
Prefira o Brevo se você tem uma lista grande mas não dispara e-mails todos os dias, quer combinar e-mail com SMS e WhatsApp, busca um CRM embutido ou simplesmente quer um custo mais previsível e geralmente menor conforme cresce. Para muitas PMEs brasileiras, especialmente as que querem usar WhatsApp no relacionamento, o Brevo entrega mais valor pelo preço.
A recomendação prática é a mesma de sempre: simule o custo das duas com os seus números reais e teste ambas no plano gratuito antes de decidir. A diferença de modelo de cobrança costuma desempatar sozinha.
Cenários Práticos de Decisão
Para tornar a escolha concreta, pense em três cenários comuns. No primeiro, uma loja virtual com 30 mil contatos que envia uma newsletter semanal e alguns fluxos de carrinho abandonado: aqui o modelo do Brevo, baseado em volume de envio, tende a sair bem mais barato que o Mailchimp, que cobraria pela lista inteira mesmo nos dias sem disparo.
No segundo cenário, um infoprodutor com lista pequena de 3 mil pessoas, mas que dispara e-mails quase diários de relacionamento e vendas: o volume alto de envios pode aproximar ou até inverter a vantagem de custo, e a simplicidade do Mailchimp pode pesar a favor dele.
No terceiro, uma PME de serviços que quer unir e-mail, WhatsApp e um CRM básico para a equipe comercial: o Brevo resolve os três em uma só assinatura, enquanto no Mailchimp seria preciso somar ferramentas. Definir em qual cenário você se encaixa responde a maior parte da dúvida antes mesmo do teste gratuito.
Perguntas Frequentes
Brevo é a mesma coisa que Sendinblue?
Sim. A Sendinblue mudou de nome para Brevo. É a mesma empresa e plataforma, com a marca atualizada.
Qual é mais barato, Mailchimp ou Brevo?
Depende do seu uso. O Brevo cobra por e-mails enviados e costuma ser mais barato para listas grandes com envio moderado. O Mailchimp cobra por contatos. Simule com seus números antes de decidir.
O Brevo tem WhatsApp e SMS?
Sim. O Brevo oferece comunicação multicanal incluindo SMS e WhatsApp, o que é um diferencial relevante no mercado brasileiro. Verifique disponibilidade e custos por canal no plano escolhido.
Dá para migrar do Mailchimp para o Brevo?
Sim. É possível exportar sua lista de contatos e importar na nova plataforma. Planeje a autenticação de domínio e um período de aquecimento para preservar a entregabilidade.
Qual é melhor para quem está começando do zero?
O Mailchimp costuma ter a curva inicial mais suave para quem só quer enviar newsletter. O Brevo compensa se você já sabe que vai querer SMS, WhatsApp ou CRM no futuro próximo.
